quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

do virtual ao real

Ele. Um homem mais velho, “certinho”, sempre de terno e gravata, profissional da área de comunicação acostumado com a agitação da Cidade que nunca dorme.
Ela. Jovem, desinibida, espontânea, universitária, cheia de energia, hiperativa e mesmo tendo sido nascida e criada no interior exala uma sensualidade a flor da pele.
O encontro foi casual numa sala de bate papo, ela logo deu o msn para que eles pudessem conversar com mais calma, calma essa que não durou muito...
As afinidades foram surgindo com a conversa, o papo estava animado, conversavam quase todos os dias, trocavam emails e se viam pela webcam.
Foram se tornando íntimos, as brincadeiras se tornavam mais picantes e o papo esquentava junto com a temperatura dos seus corpos. Mesmo a distância o desejo de um pelo outro era quase palpável, sentia-se no ar o desejo, um corpo chamava o outro, e a vontade de se encontrarem só crescia, junto com o tesão que sentiam quando se conectavam pelo mundo virtual.
Os assuntos eram diversos, conversavam sobre tudo como velhos conhecidos, apesar da morena dos lábios carnudos sempre falar mais que o homem de cavanhaque e sorriso largo, eles se entendiam e se divertiam juntos.
Ela se interessou, concluiu que ele também se interessara, mas havia um porém, ele morava longe e era comprometido. Mesmo assim, audaciosa ela não se intimidou e o convidou para um final de semana a dois no seu sítio no interior de Minas. Mesmo surpreso e receoso ele aceitou e partiu para o tão esperado encontro.
Ela ansiosa e excitada com a situação preparou tudo, lençóis de seda brancos, toalhas novas, pétalas de rosas, velas, morangos, um bom vinho e tudo o que julgava ser necessário para um encontro inesquecível, incluindo seu fetiche predileto, um corpete preto de renda, cinta liga e meias de renda com um scarpin rosa choque.
Ele chegou de taxi, o sítio era bem próximo a cidade e ela o recebeu com um sorriso aberto, o coração acelerado. Vestia apenas um short e um top amarelo que contrastava com sua pele negra, o que já despertou um desejo nele enquanto tirava sua mala e pagava o taxi a sua cabeça fervia em pensamentos picantes que o deixava excitado.
Adentraram a casa simples, mas aconchegante. A casa exalava um aroma que ele não conseguia identificar a origem mas isso só o excitava ainda mais, a surpresa, o encontro, tudo aquilo era muito louco mas o instigava e naquele instante não sentia mais medo, só um desejo incontrolável de tomá-la em seus braços.
Depois de andarem um pouco pelo sitio e conversarem assuntos banais ela o convidou a entrar e tomarem um vinho, a noite estava chegando e o sol se punha no alto da montanha.
Taças de vinho, queijos, morangos e risadas não eram suficientes para disfarçar o real desejo dos dois. Então ela se retirou da sala onde estavam aconchegados no tapete e foi até o quarto, ele a aguardava ansioso, podia ouvir a musica vinda de lá de dentro e isso mexia ainda mais com sua cabeça e aguçava sua libido.
Ele quase não acreditou quando fitou-a de baixo para cima e viu aqueles sapatos e a dona deles trajando aquela roupa que só ressaltava ainda mais a sensualidade e a sua beleza. No mesmo instante sentiu seu membro duro apertar-se contra sua cueca boxer sentiu o calor da sua pele e o seu rosto esquentar.
Ela aproximou-se dele e lhe estendeu a mão para ajudá-lo a levantar. Ao ficar de pé seus rostos se encontraram, ficaram próximos e puderam sentir a respiração ofegante um do outro.
Ele acariciou-lhe o rosto e beijou delicadamente cada pedaço de sua face, uma pele lisa e macia. E num encaixe perfeito seus lábios se encontraram num beijo quente e cheio de desejo.
Foram abraçados e se beijando para o quarto, o tesão aumentava ele sentia o coração dela bater descompassadamente, ela se excitava ao sentir o membro dele apertando-se contra a sua virilha.
Chegaram ao quarto tomados pelo desejo e pela paixão. Ela o atentava com mordidas no pescoço e nas cotas enquanto tirava sua roupa, ele apertava aqueles seios fartos, a bunda rígida e as pernas fortes, tinha vontade de rasgar as meias dela e tomá-la para si.
Se despiram rapidamente, ele se atrapalhava com as cordas do corpete o que a divertia e a deixava ainda mais com vontade de ser dele.
Nus, os corpos finalmente se encontraram e como já se conhecessem, como se fossem predestinados um ao outro eles se encaixaram. Ele a beijava, acariciava-lhe os seios, beijava sua tatuagem de adolescência na virilha, foi de encontro com sua vavá e se deliciou ao beijá-la a sentir o calor dela em sua boca, sugava-a com intensidade, afoito, louco de desejo, ela delirava de prazer, uivava feito uma loba quando tomada pelo seu macho. Ela de cara gozou com vontade molhando até os cabelos dele, o que o enlouqueceu ainda mais.
Ela quis logo retribuir o presente e com vontade percorreu com a língua cada parte do seu corpo, como se desvendasse um mistério, percorreu cada extremidade daquele corpo másculo e forte. E voraz feito uma fêmea no cio ela se revelou uma amante devassa e o chupou com vontade, ora com delicadeza percorrendo cada pedaço do seu orgão, ora com vontade sugava forte, lambia-lhe as bolas, colocava-as na boca e chupava o seu pau como se fosse um pirulito. Ele murmurava palavras indecifráveis e não conseguindo controlar mais puxou para si e a possuiu com toda vontade e desejo do seu corpo e de sua alma.
Seus órgãos se encaixavam magicamente, o vai e vem era frenético, os corpos transpiravam e ela foi à loucura quando ele a pôs de quatro puxou-a pelos cabelos e penetrou-a com toda intensidade que jamais havia sentido. Amaram-se por quase duas horas, incansáveis, insaciáveis gozaram exautos e deixaram seus corpos caírem sobre os lençóis molhados pelo suor e pelo gozo de ambos.
Dormiram abraçados e sorrindo, como se a mágica daquele encontro fosse se perpetuar para sempre.
O galo cantava anunciando o dia que chegava e saudava o sol que nascia ainda meio tímido, mas que já reservava uma bela manhã de sol. Ela acordou primeiro e com carinho beijando-lhe os lábios despertando-o do sono. Ele sorriu ao abrir os olhos e vê-la ali com o corpo nu a acariciar-lhe os pêlos do peito. Beijou seus lábios com vontade e quando ia deitá-la em seus braços, ela o surpreendeu e se levantou enrolando-se numa toalha saiu, ele correu atrás e seguindo-a chegaram a uma cachoeira de encher os olhos, a água caia limpa e pesada sobre as pedras. Ela se despiu da toalha e mergulhou na água gelada espirrando a água nele que se arrepiou ao sentir a temperatura, admirado ele a olhava nadar como uma sereia e em seguida se jogou na água para ir de encontro a ela.
Na cachoeira os dois se amaram o resto do dia, hora na grama, hora dentro d’água. Exaustos saíram de lá ao entardecer e o que era virtual tornou-se real. Real, intenso e inesquecível.

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